Carta de intenções


Começar o que quer que seja, é e será sempre, um processo simultaneamente arriscado e entusiasmante.

É pois, nesse ambiente de risco e euforia que redigimos estas primeiras linhas que, acreditamos, configuram as intenções e princípios subjacentes à edição de cada um dos números de Arquivos de Fisioterapia (AF).

Pretendemos fazer da AF uma revista dinâmica, viva, onde os fisioterapeutas, possam editar, e ler matérias que contribuam para o seu desenvolvimento profissional. Desejamos congregar um vasto conjunto de informações e experiências, remetidas por profissionais que, como nós desejem partilhar conhecimentos permitindo a consolidação dos nossos saberes.

Numa lógica de seriedade e cientificidade, cada vez mais uma só palavra, esperamos que o contributo desta tão vasta comunidade, seja um incentivo a todos os fisioterapeutas cujo interesse e insistente vontade de saber mais encontre, nesta publicação, um apoio e, simultaneamente, um veículo para as suas investigações.

Sem pretendermos ser palco de contenda, pensamos também que a troca de opiniões na forma de comentário aos artigos publicados, revestida de um cariz crítico e bem fundamentado, é um elemento construtivo, igualmente publicável com critérios e espaço próprio
.
De forma responsável e responsabilizante, todos artigos publicados serão sempre, como não poderia deixar de ser, a expressão da opinião dos seus autores, não vinculando forçosamente a opinião da AF que se orgulhará de os publicar, uma vez respeitados os critérios de edição a que ela própria também se impõe.

É também nossa intenção criar as condições para que o trabalho dos fisioterapeutas, dentro e fora da nossa comunidade profissional, possa ser lido e citado, constituindo-se, assim, um parceiro interveniente na problemática da saúde.

A utilização do formato digital suportado em CD, que se espelha na nossa página de Internet, cumpre o múltiplo objectivo de fácil difusão, prática utilização e óptima rentabilização, ao qual não é alheia, também, uma preocupação ambiental, permitindo que se imprimam só os artigos escolhidos por cada um.

O facto de nos apoiarmos em meios facilmente “copiáveis” não significa que pretendamos retirar quaisquer direitos aos autores e seus artigos É, acima de tudo, uma forma de difusão e de intervenção no intuito de a tornar presente, em mais e diversificados lugares.

Também a recente corrente da Imprensa de Acesso Livre, “Open Access”, engloba algumas características que nos fascinam de algum modo, e por isso gostaríamos de poder fornecer conteúdos que de certa maneira possam ser conotados com este tipo de filosofia.

Este “instrumento”, que se quer que seja a AF, terá sempre a preocupação de se manter atento às correntes e opiniões dentro da nossa comunidade, e conta com a colaboração de todos os no intuito de poder definir uma periodicidade que será, sinónima da nossa capacidade produtiva.

Aproveitamos ainda para lançar um repto à comunidade académica, para que, numa lógica de aproveitamento dos seus recursos possa produzir de forma consistente matérias que possamos publicar.

Nessa linha, pretendemos dar o primeiro passo, constituindo uma base de dados, consultável via Internet, por todos os leitores registados no nosso site, onde figuram todas as referências bibliográficas utilizadas nos artigos publicados pela AF.

Por último, falar de publicações, muito especialmente na área científica, em qualquer parte do mundo, como em Portugal, é falar de dificuldades financeiras, e nós como todo o mundo, contamos com a publicidade e os patrocínios para suportar as nossas edições que, serão de distribuição gratuita.

Ficamos a aguardar a vossa participação.

Até já

Luís Eva Ferreira